Podia estar tudo tão quentinho cá dentro, nesta casa que me acompanha há tanto tempo mas os vidros das janelas partiram e sente-se uma brisa gelada e por vezes ouvem-se os relâmpagos. Ainda assim parece que não consigo sair… parece que estou acorrentada a esta casa. E ela já não me diz nada, o seu tecto está a cair, a madeira está a descolar do chão, a tinta das paredes começa a sair. Quando cá cheguei senti que era o meu lugar, sentia-me protegida, feliz, senti que ninguém me iria conseguir tirar daqui.
E a verdade é que ninguém me tirou. A casa foi-me desiludindo e agora que olho, nada me liga a ela, mas tudo o que lá passei não me deixa ir embora! Mas um dia eu sei, vou libertar-me!
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